Zelinda Lima lança livro de memórias do bumba meu boi
Às vésperas de completar 94 anos de idade a pesquisadora Zelinda Lima, entusiasta "das coisas e das gentes do Maranhão", lança seu sétimo livro: O bumba meu boi como conheci com o apoio do Sesc no Maranhão. A produção conta ainda com a colaboração da amiga e escritora Aurora Almeida e participação dos seus cinco filhos. A sessão de autógrafos está marcada para esta terça, 8, às 19h, na Sala Sesc de Exposições do Condomínio Fecomércio.
A obra é fruto de memórias da autora gravadas pela poeta Aurora Almeida durante muitas sessões durante cafés de fim de tarde. "Esse livro é a realização de um sonho e seu sentido está em deixar para os mais jovens histórias que vivi, e que graças ao apoio de tanta gente, agora tenho a alegria de compartilhar", afirma Zelinda Lima.
Personagens, toadas, vestimentas e rituais – muitos deles extintos pelo tempo – são apresentados por Zelinda Lima de forma lúdica e didática, o que torna O Bumba meu Boi Como Conheci uma obra para todas as idades.
Os filhos ajudaram a dar forma ao conteúdo gravado, o que foi também uma oportunidade de reviver muitos fatos e personagens que povoaram sua infância e juventude. "Para nós que vivemos parte das histórias narradas, esse livro é uma deliciosa volta no tempo e no espaço e um reencontro prazeroso com pessoas queridas que já não estão entre nós", conta Deborah Baesse, filha caçula. "Meu pai, Carlos de Lima, Seu Lauro, Seu Leonardo, Seu Apolônio, Humberto de Maracanã, Tabaco, Coxinho e tantos outros seres de luz que forjaram tudo o que cada um de nós é hoje em dia", completa.
A dama do folclore do MA
Com uma vida dedicada à cultura popular, Zelinda Lima se destaca pela participação efetiva na consolidação de políticas públicas voltadas à preservação do patrimônio cultural e arquitetônico do Maranhão. Suas obras publicadas são contribuições preciosas para o estudo e o registro do rico e variado folclore maranhense.
Entre seus livros mais importantes estão Pecados da Gula, A Fé do Povo e Coleção Azulejaria do MA. Ao lado do marido, o historiador Carlos de Lima, já falecido, sempre trabalhou para divulgar e valorizar as riquezas que fazem do Maranhão uma referência cultural.
Com informações do SESC-MA.
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