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COVID-19: chamadas de voz no WhatsApp superam pico de Ano Novo

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Foto: Pixabay.

Quando todo mundo (ou quase) tem que ficar em casa, o uso da internet aumenta consideravelmente. Para você ter uma ideia, Mark Zuckerberg, diretor-executivo do Facebook, disse em uma conferência com jornalistas que o volume de usuários que fazem chamadas no WhatsApp e no Messenger na Itália, por exemplo, já superou o pico anual.

“Estamos nos sustentando em uma base muito além do pico de Ano Novo”, disse o executivo. “Garantir que a gente dê conta disso é o desafio que temos”, explicou, ao anunciar que a empresa trabalha arduamente para ter certeza que a infraestrutura e capacidade dos servidores aguentem o aumento no número de chamadas.

A Itália enfrenta um dos mais intensos isolamentos para tentar conter o avanço do novo coronavírus, que causa a COVID-19. Com uma população muito envelhecida, o país sofre com falta de leitos para atender a todos os casos graves e tenta manter as pessoas dentro da casa para reduzir o contágio.

E, para encarar o isolamento forçado e obter informações atualizadas sobre seus entes queridos, a população realiza um número cada vez maior de chamadas de voz, inclusive pelos aplicativos do Facebook. Sem poder conversar frente a frente com amigos e familiares, as pessoas buscam novas maneiras de ouvir a voz e falar em tempo real umas com as outras.

Isso, de acordo com Zuckerberg, fez com que o número de chamadas de voz mais que dobrasse neste período de quarentena forçada. Enquanto a empresa se esforça para garantir o funcionamento de seus apps, mais países começam a enfrentar o surto local do novo coronavírus e, consequentemente, pedidos para que as pessoas fiquem em casa.

“Ainda não temos um surto massivo na maioria dos países ao redor do mundo”, lembrou o executivo. “Mas se ele chegar lá, temos que ter certeza de garantir a infraestrutura para garantir que as coisas funcionem”, completou.

O Facebook já anunciou que vai liberar a maior parte de seus funcionários para trabalharem de casa a partir desta quinta-feira, 19. Mas ainda existe a necessidade de que alguns façam o serviço presencialmente, principalmente os encarregados de garantir que os servidores não entrem em colapso. Zuckerberg comparou esses funcionários como “socorristas em uma crise”.

Aumentar a capacidade dos servidores é apenas uma das medidas do Facebook para tentar ajudar em um momento tão delicado para a humanidade. A empresa também criou um site para evitar notícias falsas sobre a pandemia, que é só mais um entre os vários problemas que o novo coronavírus tem despertado. Parcerias com outras plataformas e bloqueio de anúncios indevido sobre a doença também estão entre as ações tomadas.

Do Canaltech.

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