TSE reafirma segurança e sigilo no início da rodada de teste das urnas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início a mais uma rodada de testes no sistema que será usado no pleito de outubro. Especialistas em tecnologia tentarão burlar as urnas eletrônicas. É mais uma forma de a Justiça Eleitoral comprovar a segurança do processo de votação.
Em meio a sucessivas críticas ao sistema eleitoral, o TSE reafirmou, nesta quarta-feira (11), a segurança da votação brasileira. “Nenhum dos planos de teste até agora conseguiu alterar destino do voto ou o sigilo”, garantiu Sandro Nunes Silveira, representante do tribunal.
A dinâmica dos testes, segundo a Corte Eleitoral, depende do trabalho dos investigadores, e o TSE não interfere. “Eles fazem o plano de trabalho de acordo com a intenção e fazem o passo a passo que determinaram. Todo o trabalho é exercido com autonomia pelos investigadores”, explicou Sandro.
O teste ocorre em meio a críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eleitoral. O chefe do Palácio do Planalto foi eleito, em 2018, com o mesmo sistema. Todavia, ele passou a levantar suspeitas da confiabilidade das urnas e a questionar o sistema eleitoral. As falas geraram um desgaste entre o Executivo e a justiça eleitoral, com massivas trocas de acusações.
Crise
Em meio à crise entre o Executivo e a Justiça Eleitoral, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, tornou públicas, na segunda-feira (9/5), respostas sobre questionamentos das Forças Armadas sobre o processo eleitoral.
No texto, técnicos da Corte eleitoral rebateram três teses, formuladas pelos militares, sobre eventuais problemas de capacidade de auditagem das urnas e de segurança do processo.
O tribunal também assinalaram que outras quatro sugestões já são utilizadas no processo eleitoral e, portanto, estão contempladas no próximo pleito.
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