Lei libera recursos de fundos de saúde para combate à Covid-19

Foi publicada nesta quinta-feira (16) a lei complementar que libera recursos parados nos fundos de saúde de estados e municípios para ações de combate à pandemia de Covid-19 (LC 172/20). A lei foi sancionada sem vetos e a estimativa é aumentar em R$ 6 bilhões os recursos disponíveis para essa finalidade.
A norma é oriunda do Projeto de Lei Complementar (PLP) 232/19, da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) e outros 20 parlamentares, aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em março. O objetivo é dar mais flexibilidade a estados e municípios no uso de recursos destinados à saúde. Segundo Zanotto, alguns desses recursos estão parados há dois anos porque os gestores temem usar o dinheiro para outro fim e serem punidos pelos tribunais de contas.
A nova lei autoriza estados e municípios a usar saldos de repasses do Ministério da Saúde de anos anteriores em serviços de saúde diversos dos previstos originalmente. Os recursos só serão liberados enquanto durar a situação de calamidade relacionada ao coronavírus, ou seja, até 31 de dezembro de 2020.
O dinheiro liberado só poderá ser usado em ações e serviços públicos de saúde previstos em lei, como vigilância epidemiológica, distribuição de medicamentos e investimento na rede física. Estados e municípios também deverão seguir normas estabelecidas pela direção do Sistema Único de Saúde (SUS); incluir os recursos na programação anual de saúde e na lei orçamentária, além de informar o respectivo conselho de saúde.
O uso dos recursos deverá ser comprovado no relatório anual de gestão, mas não serão considerados para calcular futuros repasses financeiros por parte do ministério.
Emergência de Saúde
A deputada Tereza Nelma (PSDB-AL), uma das autoras da proposta, afirma que a ideia é simplificar as regras orçamentárias. "São recursos remanescentes de exercícios anteriores para serem usados no combate ao coronavírus”, afirma.
Como explicou a deputada durante a tramitação da proposta, a lei libera saldos de repasses do governo federal que ficaram acumulados em cerca de 20 mil contas bancárias de fundos de saúde. Esse total é uma estimativa repassada ao deputado Eduardo Costa (PTB-PA).
“A partir de 2017, foram criadas as contas de custeio e de investimento. Só que as contas remanescentes permaneceram abertas e com recursos vinculados a elas. Então, temos mais do que a obrigação de disponibilizar esses recursos para serem utilizados na saúde, principalmente no combate à pandemia do Covid 19”, avalia.
Fonte: Agência Câmara de Notícias.
Continue lendo
Ação social "Acolhendo Sorrisos: Toda Criança Merece um Dia Especial" reúne 300 crianças em São Luís
Eleições 2026: São Luís registra votação tranquila para presidente no segundo turno
Eleições 2026: no 2º turno, eleitores de São Luís contam com ônibus gratuitos
Incêndio em vegetação mobiliza Corpo de Bombeiros no Turu, em São Luís
Viu um congestionamento, um buraco na via ou tem uma dica? A redação apura.
Colabore com a redação