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Governo lança editais do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU)

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Governo lança editais do Concurso Unificado
Foto: divulgação/SEMED.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), lança, nesta quarta-feira, 10 de janeiro, um conjunto de oito editais do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Esses editais representam os diferentes blocos temáticos contemplados no processo de seleção (confira abaixo), em modelo que amplia a possibilidade de escolha da vaga, respeitando a vocação e o perfil profissional de cada candidato. Isso ocorre porque o CPNU permitirá que cada candidato se inscreva para mais de um cargo, desde que no mesmo eixo temático.

Acesse os blocos temáticos, órgãos, cargos, especialidades e quantidade de vagas.

A prova será realizada no dia 5 de maio e contará com avaliações objetivas específicas e dissertativas, por área de atuação. O Ministério da Educação (MEC) terá vagas para Analista Técnico de Políticas Sociais (ATPS), que faz parte do bloco 5.

Já o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao MEC, oferecerá, ao todo, 50 vagas para os cargos de Pesquisador Tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais, divididas entre os blocos 2, 5 e 7.

O CPNU representa um passo essencial para o processo de reconstrução do Estado brasileiro, visto que promove a recuperação das capacidades das organizações governamentais afetadas pelas políticas de redução do papel estatal e de desmantelamento institucional praticadas pelos últimos governos. Nos últimos seis anos, o Governo Federal perdeu 73 mil servidores.

O chamado Enem dos concursos vai selecionar, de uma só vez, 6.640 servidores para 21 órgãos públicos federais (órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional). As inscrições estarão abertas entre 19 de janeiro e 9 de fevereiro. A prova do dia 5 de maio será aplicada em 220 cidades, localizadas em todas as unidades da Federação, com questões objetivas específicas e dissertativas por área de atuação. O MGI estima que o certame receba de 2 a 3 milhões de inscritos.

A divulgação dos resultados das provas objetivas e preliminares das provas discursivas e redações ocorrerá no dia 3 de junho. Os resultados finais serão anunciados em 30 de julho. Em 5 de agosto terá início a etapa de convocação para posse e realização de cursos de formação.

Inscrições – A taxa de inscrição será de R$ 60 para vagas de nível médio e de R$ 90 para vagas de nível superior. Estão isentos desse pagamento os candidatos que integram o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico); aqueles que cursam ou cursaram faculdade pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) ou pelo Programa Universidade para Todos (ProUni); e aqueles que realizaram transplante de medula óssea.

Para se inscrever, o candidato deve acessar sua conta na plataforma Gov.br. A conta Gov.br garante a correta identificação de cada cidadão que acessa os serviços digitais do governo. Em seguida, é necessário preencher os formulários e anexar os documentos exigidos no edital. No momento da inscrição, o candidato fará a escolha pelas carreiras, que estarão divididas em oito blocos temáticos. Cada bloco reúne as carreiras que possuem semelhanças entre si.

As inscrições devem feitas pelo próprio candidato e apenas por meio da plataforma Gov.br. Serão aceitos todos os níveis de conta na referida plataforma (ouro, prata ou bronze).

O CPNU permitirá a inscrição para a disputa por vagas para mais de um cargo, desde que dentro do mesmo bloco temático, com taxa de inscrição única. Ao concorrer a mais de um cargo, o candidato deverá classificar as vagas de interesse por ordem de preferência para definir a prioridade em uma possível chamada, que será baseada na nota alcançada.

Em política afirmativa e inclusiva, o MGI reservou percentuais para cotas específicas no CPNU: 5% do total de vagas de cada um dos cargos a candidatos com deficiência e 20% a candidatos negros, além de 30% das vagas para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para candidatos de origem indígena.

Recomposição – Ao longo de 2023, o governo autorizou uma primeira rodada de concursos, em esforço inicial para a recomposição das necessidades de alguns órgãos públicos federais em termos de pessoal, para fazer frente às aposentadorias ocorridas na última década. O CPNU vai aprofundar esse processo, indo além da contratação de novos profissionais e permitindo que seja construído um serviço público com a cara do Brasil. O MGI já autorizou concursos para mais de 8 mil vagas, visando reforçar principalmente as áreas finalísticas de atuação do governo.

A retomada dos concursos públicos é uma das partes mais importantes da estratégia de Transformação do Estado no Governo Lula. A recomposição da força de trabalho do setor público é fundamental para a entrega dos serviços pelos quais o governo federal é responsável.

O pagamento de benefícios da seguridade social, a fiscalização trabalhista, o licenciamento ambiental, as políticas educacionais, a proteção dos povos indígenas, entre outros temas, são exemplos de áreas em que o estrago derivado da quase uma década de suspensão de reposição de servidores públicos causou na administração pública federal.

O processo de reconstrução do Estado brasileiro já contou com medidas como a Emenda Constitucional nº 126, de 21 dezembro de 2022, que permitiu aprovar o aumento do salário mínimo, o reforço do Bolsa Família e a recomposição dos salários dos servidores públicos; e a Lei nº 14.600, de 19 de junho de 2023, que criou e recriou ministérios, permitindo que o governo fortaleça o Estado e reerga as políticas públicas.

Os blocos temáticos estão divididos da seguinte forma:

  • Bloco 1 – Infraestrutura, Exatas e Engenharias
  • Bloco 2 – Tecnologia, Dados e Informação
  • Bloco 3 – Ambiental, Agrário e Biológicas
  • Bloco 4 – Trabalho e Saúde do Servidor
  • Bloco 5 – Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos
  • Bloco 6 – Setores Econômicos e Regulação
  • Bloco 7 – Gestão Governamental e Administração Pública
  • Bloco 8 – Nível Intermediário

Acesse os blocos temáticos, órgãos, cargos, especialidades e quantidade de vagas.


Fonte: INEP.

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